Como aprendi a deixar o estresse de lado

por Cormac Madden

Comecei indo a uma aula semanal de meditação

Eu cheguei ao Dharma (os ensinamentos de Buda) por acidente. Como muitas pessoas, eu procurei a meditação como uma maneira de relaxar e aliviar o estresse. No início, os ensinamentos eram interessantes, mas não eram o meu principal interesse. Eu estava muito ocupado no meu trabalho e muito comprometido em fazer o meu melhor. Eu me preocupo em fazer um bom trabalho e não deixar ninguém para baixo. Eu não estava em contato com minhas emoções e poderia ficar superestressado e, então, as coisas não iriam tão bem.

Eu comecei a ir a uma aula semanal em Dun Laoghaire (Irlanda), há cerca de 6 anos.

Havia uma curta meditação no início, um ensinamento e, uma meditação mais longa no final. Eu realmente gostei das meditações, do calor humano e da energia na sala.

Eu me senti à vontade e seguro para deixar o dia de trabalho do lado de fora por um tempo e voltar minha atenção para dentro.

A auto-ajuda definitiva

Comecei a ir aos cursos de sábado no Centro de Meditação Kadampa local e a ouvir mais os ensinamentos e a ler alguns dos livros de Geshe Kelsang Gyatso sobre os quais os ensinamentos são baseados.

Fiquei impressionado com a clareza e a sabedoria de suas explicações. Eu tinha sido um fã de livros de auto-ajuda por anos e parecia que cada coisa útil que eu tinha pego deles, além de qualquer sabedoria duramente conquistada que eu tinha ganho com a vida, estava nesses livros e muito mais. Para mim, o Dharma é a auto-ajuda definitiva. Não havia mais necessidade de procurar mais. Os ensinamentos são especialmente úteis na vida cotidiana.

Eles mostram como evitar ficar com raiva quando as coisas não saem como esperamos; como ser paciente com os outros; como aceitar calmamente situações difíceis quando chegam; e como olhar para nossos semelhantes com mais compaixão e carinho.

Diminuindo o impacto de situações difíceis

Nenhuma dessas mudanças acontece da noite para o dia, mas, olhando para trás, pude ver progresso desde o início. As situações difíceis perderam o impacto. Ainda são inconvenientes e pouco agradáveis, mas parecem menos uma crise.

Consigo ter um pouco mais de empatia por pessoas que posso achar difíceis, percebendo que geralmente estão fazendo o melhor que podem e não têm má intenção.

Quando sou criticado de forma um pouco dura ou injusta, muitas vezes deixo passar ou até peço desculpas apenas para aliviar a situação e ajudar a outra pessoa a se sentir melhor. Meu senso de identidade está muito menos frágil e hipersensível do que antes.

Quando as pessoas ficam com raiva de mim, geralmente tento encontrar maneiras pelas quais eu poderia ter agido com mais habilidade para evitar o aborrecimento, em vez de automaticamente ficar na defensiva.

Eu ainda posso perder a cabeça. Mas, mesmo quando isso acontece, é menos intenso e eu me acalmo mais rapidamente. É como se uma parte de mim sentisse que estou encenando um roteiro, mas meu coração não está envolvido nele. Mesmo nessas ocasiões, percebo que estou progredindo e estou perto de conseguir evitar ficar com raiva por completo. Esse distanciamento extra me tornou muito mais consciente de coisas que posso estar fazendo inconscientemente e que podem provocar os outros. Isso me permitiu começar a trabalhar em mim mesmo.

Minha vida ainda pode melhorar

A melhor parte é que consigo ver o quanto minha vida ainda pode melhorar. Estou apenas arranhando a superfície do que é possível. Consigo ver para onde os ensinamentos apontam e também vejo pessoas na comunidade que se tornaram exemplos maravilhosos de calma e bondade para com os outros. Elas podem ver minhas imperfeições, mas elas e eu sabemos que as imperfeições não são permanentes. Elas não fazem parte de nós; são apenas o que estamos vivendo no momento.

Ao longo dos anos, minha meditação também melhorou. Aos poucos, desenvolvi uma prática diária e aprendi a acessar um nível de calma profunda na meditação. No início, minha prática diária era de 10 minutos; agora pode chegar a uma hora, dependendo do tempo de que disponho. Quando tenho pouco tempo, há meditações lindas para aprimorar nosso amor ou compaixão pelos outros que posso fazer. Aprendi com o Dharma que, quanto mais amamos os outros, mais felizes nos tornamos. Sempre que coloco isso em prática, é exatamente o que acontece.

Quando você experimenta a verdade desses ensinamentos, você consegue ver claramente como eles são belos — e quão verdadeiramente maravilhosas nossas vidas podem ser. Esse é um ótimo motivo para levantar todas as manhãs!

Cormac Madden frequenta o CMK Tara, na Irlanda.

Artigo publicado originalmente no blog do site Kadampa.org

Participe das atividades de meditação Kadampa em Ubatuba, no Litoral Norte de SP: aulas, workshops e retiros que ajudam a reduzir ansiedade e estresse, promovendo atenção plena, foco, bem-estar e saúde mental; iniciativas abertas a iniciantes e praticantes, moradores e visitantes, com práticas guiadas acessíveis a todas as pessoas.